sábado, 22 de outubro de 2011

Produção de Texto - Poemas

Ler poemas é muito gostoso, mas escrever um poema nem sempre é fácil.Para produzirmos um bom poema precisamos saber brincar com as palavras explorando a sonoridade delas, dando assim um ritmo às frases.

Vamos seguir um roteiro e começar o processo de produção de um poema:

Primeira e segunda  aula- Na sala de leitura você vai escolher um poema para declamar na próxima aula.Além de declamá-lo você vai fazer um comentário sobre o poema escolhido e sobre a biografia do autor.

Terceira aula -Ler em voz alta o poema "Coisas" escrito por Maria Dinorah e observar a repetição de sons e o ritmo dos versos.Depois da leitura seguir a sugestão de Maria Dinorah e escolher outras "coisas" para seu poema- em vez de anunciar, no 1° verso de cada estrofe, coisas boas, coisas lindas, coisas de todos, coisas de poucos, anuncie outras, como por exemplo:coisas bonitas, coisas de rir, coisas de chorar...

Quarta aula- Como nem sempre quem escreve um poema deseja que todo mundo leia, sobretudo quando fala de assuntos pessoais, você pode:
* ler oralmente para turma, se não se importa que todos conheçam as "coisas" de que você fala nele;
* escolher um colega para ler e comentar com você o seu poema;
* dar só para eu ler;
* entrar num consenso com a turma e fazer um varal de poesia na sala de aula.

BOM TRABALHO!!!
                                                          SALA DE LEITURA
                                                       


"Falar é completamente fácil,
quando se têm palavras em mente
que expressem sua opinião.

Difícil é expressar por gestos e atitudes
o que realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer,
antes que a pessoa se vá."
                    Carlos Drummond de Andrade








NEOLOGISMO


Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
                                   Manuel Bandeira
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mário Quintana
Motivo


Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno
 a asa ritmada                       
E um dia sei que estarei mudo
                                                                                     - mais nada.
                                                                                                 Cecília Meireles



A CAROLINA

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.                 
                                           Machado de Assis              
Jéssica e Jaqueline                       Turma:63


Montando o Varal de Poemas
ANE
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"A poesia imortaliza tudo o que há de melhor e de mais belo no mundo."                                                                                          (Mary Shelley)

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